Confiar no Senhor e submeter-se a seu jugo é abrir mão das nossas próprias verdades, vontades, sentimentos e intelecto. É abrir mão do nosso próprio ser.
Configurar-se à Cristo é entrar pela porta estreita, e não fazemos isso imediatamente quando compreendemos que a Deus pertencemos. E se a Ele pertencemos por que não nos entregamos logo? Porque a resistência da carne não nos permite. Ela se prende a qualquer migalha que lhe é oferecida, se acorrenta neste estado de falsa liberdade, mas que não passa de uma servidão covardemente acorrentada de si, impedindo assim a nossa elevação espiritual.
O caminho é árduo e tortuoso por conta dessa nossa inclinação ao mal, e enganoso em muitos sentidos. É uma condição dolorosamente difícil quando nos empenhamos e buscamos uma satisfação real, que é a de alimentar a nossa alma. E quando encontramos esse alimento que sacia, uma confirmação de estarmos onde deveríamos estar, é a coragem de enfrentar o mundo inteiro por amor à Ele. E juntamente com essa coragem, uma paz e mansidão indescritível, mesmo que passando por dificuldades e perseguições.
Aqui já não reina a vontade de estar certo ou de ser apreciado e estimado, mas a compaixão e vontade de amar, ensinar e se desgastar pelos irmãos, mesmo ao custo de grandes humilhações. Isso tudo por amor à Deus.
Não pense que será uma tarefa fácil. É uma decisão que tem como consequência uma árdua luta contra si mesmo e seus próprios desejos. Despojar-se de tudo custa muito, custa sua liberdade de escolha, mas nada mais justo do que devolver tudo a Quem nos deu tudo. A recompensa dessa decisão é um tesouro que não se encontrará em nenhum outro lugar.
"Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus 11, 29-30



