Propósito

Aos irmãos só devemos a Caridade!

É importante que nos exercitemos nas virtudes para trilharmos a nossa evolução espiritual. Combatendo incessantemente nossas falhas e imperfeições, e regando a semente de todo bem que é o amor.

Por Bruna Figueiredo · 5 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
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Hoje eu queria abordar um dos maiores e mais difícil tema que poderia trazer aqui: a caridade. Confesso que é um assunto que me sinto até mesmo incapaz de abordar profundamente. Estou há dias tentando escrever de forma que não conduza ninguém a entendê-la ou praticá-la de forma rasa, mas até onde me permitiu o Senhor compreender, passarei a vocês.

Mesmo em minha pequenez, tão falha como sou, o Senhor tem me conduzido a adentrar nessa virtude que é a maior de todas elas. Não que eu tenha me tornado uma pessoa entregue a caridade como devo ser, longe disso, mas Ele tem me concedido a graça de ver onde mais tenho falhado. E como eu tenho. A caridade nada mais é do que o fruto de exercer fielmente o amor que nos pede nosso Deus em seus mandamentos, amando a Ele sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Mas se tão grande é o amor de Deus, e Ele nos pede que retribuamos esse amor, como faremos para alcançar, pelo menos um pouco, essa bondade que é o Amor puríssimo na caridade fraterna? Ele mesmo nos ensina dizendo: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um desses meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” É quando não olhamos as diferenças, mas acolhemos a todos sem distinção, como Ele acolheu, que cumprimos este preceito.

O nosso amor é imperfeito, nós sempre falhamos no amor. Escolhemos a quem queremos amar e nos fechamos em satisfazer o nosso amor próprio, e isso de forma quase inconsciente muitas das vezes. Mas cada pequena falha pode se tornar um impulso a correção, se cada vez mais nos unirmos a Cristo. Ele nos ajuda a purificar essa imperfeição, fazendo nascer daí também a humildade de compreender que sozinhos não somos nada, e não conseguiremos se não formos moldados por essa união ao Amor puríssimo e Santo.

 

Deixemos que Ele purifique e aperfeiçoe esse amor para nos tornarmos pessoas verdadeiramente caridosas. Que possamos ser conduzidos com resignação e consciência de nossas limitações, não permitindo que sejamos enganados na própria vaidade de uma falsa caridade, como uma máscara que não se sustenta por muito tempo. Mas mergulhemos no profundo da ajuda a necessidade do outro, sem esperar retorno, sem esperar gratidão ou trazer para si holofotes.

Que possamos em cada pequena necessidade do dia a dia de nossos irmãos, física, material, que sejamos amor! Mas conscientes de que a maior caridade é aquela que conduz uma alma à salvação.

Bendito seja Deus para sempre!

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13, 4-7.

Escrito porBruna Figueiredo

Esposa, mãe de 3 e escritora. Escreve sobre a fé no dia comum — entre o serviço do lar e a busca pela santificação, a graça que sustenta os dois.

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