Propósito

A Fé firme no conhecimento

A unidade em Cristo: o único caminho.

Por Bruna Figueiredo · 26 de setembro de 2026 · 6 min de leitura
Capa do post A Fé firme no conhecimento

1 Pedro 1, 15-16

 “Mas, assim como é Santo aquele que os chamou, sejam também santos em toda a sua conduta; pois está escrito: "Sejam santos, porque eu sou Santo"

 

Hoje iniciarei esta publicação pedindo ao Espírito Santo que nos conduza nesta leitura tão importante.

Ore comigo:

"Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.

Oremos.

Ó Deus que instruíste os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua Consolação.

Por Cristo Senhor Nosso.

Amém."

 

Nós viemos para este mundo com a única finalidade de nos santificarmos e participarmos do corpo místico de Cristo, e assim como consequência adentrarmos a glória do Pai. Como escrito em João 14:6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai a não ser por mim.”

 Após a queda do primeiro homem, Deus em sua infinita bondade nos concede o plano salvífico de toda humanidade. Jesus, que é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, o Verbo encarnado, se dá em sacrifício por cada um de nós, rompendo assim o abismo entre a criatura e o Criador. O céu foi aberto, mas é preciso se decidir em trilhar esse caminho de santificação, nos configurando à Cristo. Ele que cumpriu perfeitamente toda a lei de Deus Pai, nos deixou caminhos, ensinamentos e uma nova Lei para que possamos adentrar a pátria celeste.  

O caminho da perfeição é o Amor, a chave de toda a plenitude Divina. Não qualquer amor, mas o Amor do próprio Deus. E como purificamos esse nosso amor imperfeito, que até na melhor das nossas obras tem resquícios da raiz de todo mal, que é o orgulho? É dele que brota toda inclinação ao pecado e imperfeições do ser humano. É o orgulho que desordena o amor numa sequência de apegos insustentáveis e maléficos, impedindo assim a nossa salvação.

É combatendo o mal com o bem, o pecado com as virtudes, e o velho homem com o novo Homem. Mas não basta virtudes humanas, que certamente nos colocam em um bom caminho, mas apenas materialmente e temporariamente. Quando se trata da Vida Eterna, nada desse mundo nos assegura a salvação. Por isso, Nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou o Paráclito, O Espírito Santo, que nos comunica sua graça a partir das águas do batismo. Aqui nos são inseridas as virtudes teologais: A Fé, a esperança e a Caridade. E é partir delas que somos sustentados em meio às adversidades, dificuldades e lutas deste mundo, e passamos a acreditar, a confiar e a amar como Ele amou. Não por entendimento humano, mas pela graça que nos sustenta.

É necessário nosso esforço para avançarmos nas virtudes que endireitam nossos caminhos. Por meio da oração, juntamente com a graça e essa nossa vontade de nos tornarmos verdadeiros cristãos, avançamos, mas não passamos disso: bons cristãos. E agora entra a porta estreita, o tomar a cruz de Cristo para nossa santificação.

Isto se dará pela purificação do amor próprio, do orgulho enraizado em nossas entranhas. É necessário o desapego a tudo deste mundo, até mesmo as coisas boas. Se fazer pobre, possuir como se não possuísse. Não se prender a absolutamente nada, nem a ninguém, nem as suas próprias verdades ou vontades. É morrer todos os dias para si e para o mundo. E aqui já não avançamos sozinhos, mas necessitamos de suporte o tempo inteiro, de tudo o que nos foi deixado por Cristo: os sinais visíveis da graça de Deus!

Os sacramentos nos alimentam, purificando esse vaso (nós mesmos) que foi lavado pelas águas do batismo, mas que ainda vive com resquícios das más inclinações, nos fazendo cair em pecado frequentemente. Claro que em sua perfeição, nosso bom Deus não nos desampararia entregues às imundícies de nós mesmos. E foi naquela noite, naquela ceia, que Ele nos deixou o nosso meio de perfeição e de união consigo mesmo: Seu corpo e Seu sangue. A Eucaristia é o ápice da vida Cristã. Em seu próprio corpo ele nos comunica suas graças, nos santifica e nos une neste mesmo mistério de fé, tornando-nos unidade. Em oração somos moldados pouco a pouco a partir do próprio Cristo. Aqui já não com nosso próprio esforço, mas por meio da docilidade do Espírito de Amor e Verdade.

Todos os sacramentos são meios de santificação e comunicação da graça de Deus em nossas vidas. A confissão (reconciliação), que também nos foi deixada por Cristo como meio de purificação, nos torna dignos de nos aproximarmos da mesa da comunhão, cada um segundo seu próprio estado de vida em acordo com a vida cristã. (Vida matrimonial, sacerdotal, consagrados e leigos).

Todos aqueles chamados para estar em unidade com o Corpo de Cristo são fortalecidos pelo Espírito e enviados à missão e evangelização (sacramento do Crisma), pois já adquiriram maturidade na fé. Como também aqueles que estão gravemente enfermos ou próximos de deixar esse plano, recebem uma graça especial como preparação para sua Páscoa, no qual a Santa Igreja chama de unção dos enfermos.

Estes sinais visíveis da graça de Deus são para nós amparo na caminhada. A graça se comunica com as virtudes cardeais: Justiça, Prudência, Fortaleza e Temperança, base para outras virtudes humanas e nas quais são a condução para a manifestação dos dons infusos no batismo, que nos são dados para nossa própria santificação. Estes só serão manifestados a partir da vida constante nos demais sacramentos de reconciliação, purificação e união (confissão e comunhão eucarística). Não confundir com dons efusos, que são carismas manifestados para a edificação da Igreja. Aqui abaixo faço a distinção.

Dons infusos: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus. Comunicados a partir do batismo e fortalecidos nos sacramentos.

Dons Efusos: Dom de profecia, de Cura, de Línguas, Discernimento de Espíritos e outros. Dados de forma extraordinária para o bem comum.

A fé nos eleva ao que a inteligência humana é incapaz de atingir, ao mesmo tempo que o conhecimento torna palpável tudo aquilo, que a partir do batismo, já tínhamos intuição de ser necessário. Deus está presente na inteligência, mesmo nos analfabetos, porque não se trata de regras humanas. Está presente tanto na ciência quanto nas tradições mais antigas que vieram de intuições. Está presente na infinitude do universo, na imensidão de todas as águas, criaturas, astros e na invisibilidade dos átomos e de tudo aquilo que não compreendemos. Porque Ele é a plenitude! Não seriam os erros, pecados e divisões humanas que invalidariam o cumprimento da Sua Palavra. Somente nos aproximando d'Ele poderemos verdadeiramente cumprir o primeiro e maior dos mandamentos: Amar a Deus sobre todas a coisas.

Finalizo dizendo: A santidade nos é possível, e assim poderemos dizer como o Apóstolo do Senhor " Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim." e habitaremos a Jerusalém Celeste até a segunda vinda do Nosso Senhor Jesus, onde teremos nossos corpos ressuscitados e unidos ao nosso espírito já santificado, quando seremos glorificados junto ao Santo dos Santos!

 

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém!

Escrito porBruna Figueiredo

Esposa, mãe de 3 e escritora. Escreve sobre a fé no dia comum — entre o serviço do lar e a busca pela santificação, a graça que sustenta os dois.

Comentários (1)

Continue lendo

Todos os escritos

Podemos orar com você?

Se este texto tocou em algo, deixe seu pedido — a Bruna lê cada um.